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Não, mas agora a sério...

Estava a gozar.

Não, mas agora a sério...

Estava a gozar.

10.Jul.18

Rabiscos de um estagiário

Ser estagiário não é fácil.

Começar a levantar às 8:00 da manhã significa que afinal temos mesmo que dormir durante a noite, como as pessoas normais. Algo que eu já não me lembrava muito bem de fazer, visto que a última vez deve ter sido há 4 anos atrás, antes de começar a tirar o curso.

 

Também nos leva a pensar naquilo que realmente queremos fazer. O que é curioso e faz todo o sentido. É no fim do curso e, depois de esbanjar rios de dinheiro, que descobrimos que se calhar não é bem isto que queremos fazer, mas que já não podemos voltar atrás. E aí descobrimos também o sentido da vida, que é não ter sentido. No meu caso, estou a perceber que fazer investigação até é giro e que devia ter estudado mais para tal... como não o fiz vou aturar velhinhos para a farmácia. Não deve ser assim tão mau... 

 

Ser estágiário também me está a fazer perceber a importância e o gosto de deixar o carro em casa. Agora não me posso dar ao luxo de andar 1hr às voltas à procura de estacionamento, visto que tenho horários, ou então, deixar o carro mal estacionado porque o café é "já ali e eu vou deitando o olho". Lado positivo: sujeito-me a subir as escadas monumentais todos os dias e a exercitar os vestigios de glúteos que ainda tenho.

 

Um estágio também nos faz exercitar a memória, pois ensina-nos que se não levarmos trocos para o café estamos ferrados. 45 cent. Nunca esquecer! Por falar em café, depois de anos a beber àgua tingida com vestígios de cafeína, mais coisa menos coisa, beber um café daquela máquina xpto que temos no CNC é só um dos melhores prazeres da vida e que todos os seres humanos merecem experimentar. Só por isso já vale a pena ter vivido...

 

Apesar de estar a curtir fazer investigação, tenho que admitir que há uma coisa com a qual não estou a conseguir lidar: cheiro a bactéria. Para quem tem/teve uma tartaruga, é muito parecido ao cheiro da àgua não mudada durante 1 semana... E eu juro que estou a escrever este post com esse cheiro no nariz. É trauma. 

 

E ya, lembrei-me disto tudo agora, durante aquele tempo morto do estágio em que nos mandam para o facebook para nos entretermos um bocado. Com um blog a coisa torna-se mais produtiva. Estou aqui a dar uma de culta a escrever... os crânios à minha volta já se devem ter questionado. Ou então partem do principio que sou social. Estarão igualmente errados com essa teoria. É triste.