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Não, mas agora a sério...

Estava a gozar.

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13.Jul.18

Parvos na estrada

Tirar a carta não é a coisa mais fácil do mundo. Mas também não é algo que requeira um QI 180... e está mal. Se de cada vez que um indivíduo que quisesse tirar a carta fosse sujeito a um testezinho desses evitava-se muita confusão e estupidez na estrada. 

 

 

Como sou uma pessoa obervadora e já tirei a carta há alguns anos, tenho prazer em avaliar e classificar os condutores portugueses. Dados não faltam para tirar conclusões.

Por exemplo, o tipo de parvoíce na estrada varia consoante a região. É tipo o sotaque de um país. Conduzir em Viseu até é tranquilo, desde que as pessoas saibam fazer rotundas. Estraguei tudo. Mas pronto, o pessoal até é mais ou menos tolerante. No entanto, se formos para Coimbra a coisa já muda de figura: algo que se nota desde logo é a quantidade de buzinadelas por unidade de tempo, por tudo e alguma coisa.

 

É precisamente em Coimbra que guardo as melhores histórias. Já me aconteceu estar a fazer uma rotunda pequena e um "dr. qualquer coisa" não me ter visto e quase me ter batido. Não aconteceu, mas o sr achou por bem perseguir-me a fazer sinal de luzes. Abrando para ver o que se passa, pelo que se segue um “Oh sua p***, sua vaca de merda, sua cabra, liga os faróis!” Era aquela hora do dia em que ainda não está escuro o suficiente para ligar faróis para uns, mas que é a razão para outros quase terem feito merda. Claro, tão fácil. Não fosse ele um doutor conceituado. Os doutores não são distraídos e, muitos deles, educados.

 

Ter amor ao carro também não é para quem o estaciona nas ruas de Coimbra. Desde espelhos partidos por bêbedos nas ruas ou sóbrios na estrada, até aos constantes “toques” que se observam no ato de estacionar. Foi precisamente ontem que observei 2, um deles no meu carro. Mas nem me chateei. Para quê? Já me partiram um farol uma vez e fugiram, não é um risco na matrícula que me vai fazer impressão. No entanto, a “segunda beijoca” que observei não foi tão pacífica. Guardo para um outro Post.

 

Também já me apercebi que os comportamentos variam dependendo da marca da viatura. BMWs, mercedes, audis não se vêem na faixa da direita. Essa é para os lentos. Também são aqueles que gostam de estar a 1 metro do carro da frente a velocidades na ordem dos 100 km/h. Devem acreditar que se pressionarem a massa de ar entre as viaturas conseguem “empurrar” a lesminha da frente. E conseguem, se a pessoa for coninhas. Outra coisa que eu sei sobre esses carros é que têm uma buzina muito sensível. 

 

Portanto fazer estradas que exijam velocidade e que unam estas duas regiões pode ser desafiante, principalmente se for numa zona da IP3 com apenas uma faixa e se se estiver num mood de cumprir os limites ou andar apenas 10km/h acima dos mesmos. Lá vem o BMW cheio de pressa fazer sinal de luzes. Não resulta, até porque o espelho dá para levantar e o carro de trás desaparecer do campo de visão.

Conselho: já que têm um maquinão, experimentem abrir as asas e passar por cima. Que tal? Poupam o vosso tempo e a paciência do pessoal. 

 

Por fim, resta-me dizer que admito que também eu tenho a minha dose de parvoíce. Apesar de não ter um carro de gama alta, tenho uma edição especial em que, por vezes, os piscas não funcionam quando mudo de via. Ando a tentar trabalhar nisso, perdoem-me.

 

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