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Não, mas agora a sério...

Estava a gozar.

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Estava a gozar.

20.Jul.18

O melhor e o pior dos Gelados

Dizem uns gajos muita engraçados "Protuberâncias soberbas, doces complexidades, vós agradáis sem reservas a todas as idades. Desde o bebé ao avô, todos lhes deitam as mãos. Para efeitos de erotismo ou de própria nutrição." Estou a falar de quê? De gelados, isso mesmo... tenho a certeza que nem pensaram em mais nada. Os autores estavam, concerteza, a falar de outra coisa. Há gostos para tudo, não é?

 

E o que dizer sobre eles? Todos gostam (acho eu), todos são bons, mas quase todos já nos desiludiram alguma vez na vida. Sabem aquela pessoa com um bom físico, bonita e simpática, mas que depois de a conhecermos melhor se revela uma merda? Os gelados é tipo isso, tirando que nunca descem a níveis tão baixos. De alguma forma compensam um bocadinho.

 

E neste post é disso mesmo que vou falar... sobre as desiluções que alguns gelados já nos provocaram em algum momento das nossas vidas:

 

 

Magnum: Bem, vou começar pelo o mais óbvio. Aqueles reclames em que metem miúdas giras, com dentes perfeitos a trincar levemente e com sensualidade um gelado de forma a que o mesmo se parta de uma forma apetitosamente crocante são nojentos. Desculpem, mas são. Além de não ser assim tão simples trincar um gelado sem sofrer dores do parto e sem que alguma parte do mesmo se derrame naquela blusa branca de verão, eu não ouço qualquer som durante o processo e a camada de chocolate de revestimento não é assim tão grossa. Mas pronto, também já estou a exigir demais. No entanto, a pior desilusão de todas deste gelado é o tamanho gigantesco que tem nos cartazes e que em nada faz prever o tamanho real. Eu juro, que na minha inocência, já pensei que se tinham enganado ao darem-me a versão mini... só percebi que não quando não verifiquei a mesma redução no preço.

 

 

Cornetos: Estes sempre foram os meus gelados favoritos. Não sujam, são relativamente grandes e facéis de manusear. Só vantagens. No entanto, segundo as lendas, há uma pequena extensão de chocolate no fundo. Tipo atlantida do mundo dos gelados. Na minha infância eram frequentes... desde algum tempo que busco para as voltar a encontrar.

 

 

EPA: epá desculpem, mas eu nunca percebi a graça destes gelados. Desde cedo que me senti excluída porque as crianças da minha idade adoravam esse gelado da treta. Por causa de quê? Daquelas amostras de pastilhas ou lá o que eram aquelas caganitas no fundo? Há pessoas muito simples, confesso. Ou então muito persistentes, porque sujeitar-se ao sacrifício de comer uma nhanha branca que não sabe a nada por um objetivo daqueles não é para todos. Assim chegam longe. Devem ser as mesmas pessoas que se matam a estudar num curso que não gostam para um dia terem um emprego da treta (ou nem terem).

 

 

Mini milk: Falar do "Epa" lembrou-me que há outro gelado que sempre achei estupidamente simples e sem sal. Esse gelado é o miniMilk. A sério, nem uma micrograma de chocolate? Uma amostra de pastilha? Um jogo de palavras cruzadas no plástico? Nada? No entanto suficiente para aliciar muitos dos mais novos. De génio.

 

 

Calipos: Apesar de hoje em dia saber que estes gelados não passam de água congelada tingida com corantes, edulcorantes e outras merdas, sempre achei graça aos gelados de gelo. A forma do gelado não é a melhor, quando começas a perder a inocência. Mas esquecendo isso, estes gelados tinham a sua piada, tirando aquela parte do fim em que cagavas a roupa toda a tentar beber aquele restinho que ficava líquido. Esta era a melhor e a pior parte. 

 

 

Perna de pau: ótimo gelado. Tinha tudo para ser perfeito. Não fosse ter uma película de chocolate, em vez de uma camada. Mas pronto, mais uma vez isto sou eu a exigir demais. Não deixava de ser um dos meus preferidos por isso.

 

 

Super maxi: Mais um gelado que eu não entendia o porquê de existir. Quem é que escolhe este quando há todo um perna-de-pau mais complexo? Com barras de uma nhanha qualquer de morango que era só a melhor cena de sempre? Mais uma vez, há pessoas muito simples.

 

 

Magnum sandwich: Bem, este é aquele gelado que só comecei a apreciar quando adquiri alguma maturidade. Até lá, enquanto criança, o facto de ter que agarrar diretamente naquela bolacha mole ou no plástico para não sujar as mãos não era muito aliciante. E essa é única desvantagem que consigo apontar.

 

 

FEAST: Este nunca desiludiu. Aquele puro prazer de 80 cêntimos, aquela barra de chocolate no meio que nos levava a fazer o sacrifício de comer todo o revestimento primeiro e guardar todo o prazer para o fim. O ser humano é assim... anda uma vida inteira a trabalhar, para gozar tudo por último. Já repararam? Desculpem, já estou a vaguear. Mas a única desilusão deste gelado foi já ter acabado. A única. O mundo está cada vez pior.... não era necessário.

 

 

E de momento, não me estou a lembrar de mais gelados característicos da minha infância. Se existir algum que não mencionei e que fez parte da vossa, sintam-se livres de apontar!

 

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