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Não, mas agora a sério...

Estava a gozar.

Não, mas agora a sério...

Estava a gozar.

17.Jul.18

Coimbrenses, sempre uns amores para os jovens

Qualquer português sabe localizar Coimbra no mapa (o pessoal da casa dos segredos não conta) e conhece a mesma como a "cidade dos estudantes", no entanto, eu sinto-me na obrigação de vos contar um segredo que aposto que vocês não sabem...

 

Os Coimbrenses odeiam-nos. A sério, odeiam mesmo, têm um desejo nada oculto em acabar connosco. E eu nem percebo porquê...

 

Nos tempos em que eu tinha que apanhar um autocarro até à estação, era o prato do dia (da sexta-feira caótica) levar com a revolta dos coimbrenses porque, (preparem-se!): as malas não deveriam ser permitidas em autocarros. A ideia, que a meu ver tem potencial, era que as malas fossem telecomandadas até à estação, ou então que os estudantes conseguissem agarrar nas mesmas através dos vidros... as malas vêm equipadas com rodinhas por alguma razão, não é? Assim já haveria espaço para os senhores doutores passarem sem terem que pedir "com licença" que, como explicarei, é um desafio. Estas e outras ideias eram energeticamente discutidas em plena viagem, e por vezes surgiam pontapés, concerteza para testarem outras teorias, como a desintegração da mala de viagem ou uma merda assim. 

 

Por falar em pedir licença, é uma coisa que os coimbrences não suportam fazer a estudantes. E eu percebo, eles que estudem na terra deles! Eu se queria ser tratada com respeito deveria ter escolhido um curso qualquer na minha terra. No entanto, quis armar-me em chique, abandonar a minha família, ir viver sozinha para um local que não conhecia, gastar rios de dinheiro e isto tudo para quê? Só pelo gosto de invadir a terra dos outros, claro! Agora olha, é comer e calar.

 

Já me aconteceu estar a tirar um bilhete de autocarro e sentir um e depois outro empurrão. Quando olhei para trás era um senhor que queria passar, mas que não tinha proferido uma única palavra. Nem deveria ser preciso. Sem ter percebido a intenção, perguntei-lhe se precisava de alguma coisa. Bem, o que se seguiu foi uma onda de insultos porque eu era mal educada por estar à frente do sr dr. Por acaso, não me calei, porque o mal educado tinha sido ele ao insultar-me. Quando lhe disse esta frase quase que me bateu. Quando digo quase foi do género levantar-se do banco onde já estava sentado e olhar-me nos olhos proferindo uma ameaça qualquer que acabou com um "ouviu, sua parva?". Isto tudo, sabem porquê? Estava de traje e isso denunciava as minhas claras intenções de destruir a cidade.

 

No entanto, estou para aqui a falar mas até são boas pessoas. Eles rezam à Santa padroeira (que eu não me estou a lembrar do nome agora... por acaso até estou, mas quero irritar o coimbrense que ler isto) para que a gente passe a tudo. No entanto, não é por nos quererem bem, mas sim para terem os meses de verão livres da escória da cidade. Mas eu não me chateio com essa... que continuem as orações e que bem que fazem! Já agora, rezem pelo pessoal de direito que bem precisam.

 

E agora vocês fazem a pergunta chata que eu não quero responder: "Porque é que vos odeiam?"

Bem, primeiramente devo dizer que o ódio não leva a lado nenhum. Vá lá pessoal, todos cometemos erros, não vale a pena estarmos a discu... ok eu digo.

 

Opa, o drama acontece porque o pessoal não se sabe divertir. Por pessoal refiro-me a quem tem que se levantar cedo para trabalhar, claro. Abstrairem-se dos gritos na rua ou da música alta dos bares até às 4:00h custa assim tanto? Querem é implicar. É preciso dormir 8hrs? Poupem-me, se faz favor. Já tiveram a nossa idade, não é? 

Outra coisa que dizem ser vergonhosa e que pode levar a alguns aborrecimentos é a Queima das Fitas... pelos vistos não é bonito fazer xixi em tudo o que é canto... Sobre isso eu concordo e apresento uma sugestão: Em vez de unirem esforços para tentarem resolver o draminha das malas, tentem resolver este. A sério, tentem mesmo e depressa, porque andar a rasca à procura do melhor canto é uma chatice. E não há necessidade de batizar a capa 2x.

 

Por último, queria frizar que claramente estou a generalizar e que o pessoal de Coimbra até é fixe... às vezes vá. Eu até já ouvi uma senhora admitir que até têm saudades nossas porque, palavras dela, "não se passa nada sem vocês".

E não se passa nada nas nossas terras também. Falta um ano para me pôr a andar daqui e sei que vou ter saudades até dos piores momentos. 

Não vou nada, estava a gozar...