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Não, mas agora a sério...

Estava a gozar.

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24.Ago.18

A problemática do livre acesso à Internet

 A Internet não é para todos. Mas, o triste é que é. Qualquer puto, qualquer rebarbado, qualquer ignorante tem acesso a esta ferramenta que tem tanto de útil como de perigosa, e eu acho sinceramente que, sendo nós seres inteligentes, isso deveria ser mudado. 

 

Depois de uma pesquisa rápida sem resultados fidedignos, eu imagino que, após a invenção do carro, não foram criadas desde logo as cartas de condução. Naquela altura, toda a gente (que tivesse pila e dinheiro) podia pegar num automóvel. Só mais tarde, com a evolução do homo sapiens e com a percepção de que as coisas podiam dar merda se não fossem controladas, é que decidiram criar as ditas...digo eu.

Ora, atualmente, eu acredito que ainda estamos a viver esse tempo, mas com a Internet.

 

Tal como não faz sentido pôr um puto de 12 anos que ainda usa caps e calças ao fundo do cu a conduzir porque pode matar outros humanos que poderão vir a ter um papel relevante para a sociedade (não ele, porque usa CAP), também não faz sentido nenhum permitir o acesso à Internet a pessoas não aptas que possam perturbar o bem-estar de outros seres humanos, com publicações, partilhas, ideologias, etc e leva-los ao desespero, por exemplo.  Há coisas online que nos fazem perder a fé num mundo melhor.

 

Assim, eu acho que a sociedade devia debruçar-se sobre esta problemática que, se pensarmos bem, acarreta grandes riscos para a paz e sossego da maioria, assim como, compromete a evolução da espécie. 

 

E vocês dizem "Ah mas conduzir mal pode matar alguém... não queiras comparar"

 

Mas estamo-nos a esquecer daqueles desafios parvos que são a delícia de qualquer adolescente burro que quer chamar a atenção? Baleias azuis, desafios do fogo, e outras merdas já tiveram imensas vítimas... Ainda acham que não é perigoso? 

(Vá, aqui admito que uma parte bem grande de mim... não tem pena. Vem-me sempre à mente o conceito de "seleção natural" e, portanto, divide a minha opinião na temática do controlo da Internet.)

 

"Pronto, tudo bem. Mas para isso podem-se criar maneiras de limitar o uso da Internet consoante a idade"

 

Ora, supostamente isso já é feito, mas pressupõe a existência de adultos responsáveis em casa, o que é raro. Ninguém acredita que aquela pergunta do "Declara que tem mais de 18 anos" funciona, certo? E também já percebemos que ter mais que 18 anos não significa estar apto para merda nenhuma, não já? Então chegamos à conclusão que esses meios não são eficazes para impedir que a estupidez chegue, por exemplo, às redes sociais, e se propague. Já agora, aquela história de pedirem a data de nascimento já não impede nem os meus primos de 3 anos que só estão caladinhos e quietos de tablet na mão. 

 

Mas esta conversa está a levar a crer que só a malta nova é que faz merda online e que a maturidade é a solução para esses problemas... o que não é verdade e a prova disso é a formação que os nossos pais têm que receber de nós, seus pupilos, para estarem aptos a não carregarem em publicidades enganosas. Não é fácil meter-lhes na cabeça que não ganharam concurso nenhum ou que não são obrigados a matar mosca. Outro desafio é mostrar a diferença entre falar num chat e falar em comentários. Este é um problema grave. Ainda mais grave é pensarmos que nem todos recebem formações grátis de pupilos, e portanto é comum encontrarmos um "Oi linda, como estás" na caixa de comentários de uma foto de perfil, feito por alguém que se chama "manuel marques marques" ou "saroca teixeira".

 

Pior que isto é aquela malta mais velha que, depois de descobrir as maravilhas do facebook, acha incrível adicionar meninas novas e mandar-lhes mensagens, na esperança que as mesmas tenham nascido sem olhos na cara e os aceitem online...  Se tivessem uma formação, alguém lhes diria que o tinder não é ali e que a dificuldade de engatar gajas novas quando se é velho, gordo e feio no mundo virtual é semelhante à da vida real.

 

 

Assim espero que vos tenha convencido da importância da criação de uma formação, seguida de um teste OBRIGATÓRIO para a utilização da Internet. E eu até já pensei em algumas coisas.

 

O teste seria composto por várias partes, dependendo da competência a avaliar:

 

  • Na parte escrita, o testado teria que passar por uma prova que demonstrasse a habilidade de escrever sem k e x. Uma pequena composição, um comentário, algo do género era suficiente. 

 

  • Na parte do controlo emocional, o sujeito seria exposto a diversas notícias sobre o casamento homossexual, sobre as paradas gay, sobre os refugiados, esse tipo de assuntos polémicos. O objetivo era perceber se o mesmo seria capaz de tecer comentários sem ofender ninguém e, para ter a pontuação máxima, sem demonstar vestígios de burrice. 

 

  • No raciocínio lógico, o sujeito seria exposto aos exercícios simples e muito caracteristicos desta categoria... aqueles exercícios encontrados em testes de QI. O objetivo aqui seria concluir se a pessoa testada seria capaz de, um dia, quando exposta a uma tentativa de extorsão de dinheiro como, por exemplo, "FOI O GRANDE SELECIONADO DO NOSSO CONCURSO! GANHOU 1000 EUROS. CLIQUE PARA LEVANTAR" perceber que, além da velha máxima do "ninguém dá nada a ninguém", continua a não ser possível ganhar concursos sem se participar nos mesmos.Esta parte seria a mais importante do teste, pois através dela livrar-nos-íamos de todas as pessos que partilham fotos de meninos com cancro ou outras enfermidades trágicas e pedem likes por eles, como se isso fosse a solução para todos os problemas. Imagens com Jesus de um lado e o diabo do outro que dizem "se vc ama Jesus partilha, se vc ama o outro, apenas olhe" iriam fazer parte do passado. 

 

Convenhamos que este esboço de teste ainda está muito incompleto, pois mais categorias seriam necessárias para acabarmos com as feminazi que acham que vão mudar o mundo com comentários extensos escritos em CAPS LOCK, com os vegans que acreditam que me vão convencer a não comer carne obrigando-me a ver imagens chocantes de animais a serem torturados, com youtubers que acham que são bué fixes porque comem colheres de canela e com os tweets do Trump. Vá, estava a gozar. O Trump fica.

 

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