Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Não, mas agora a sério...

Estava a gozar.

Não, mas agora a sério...

Estava a gozar.

24.Jul.18

Raios partam as feministas, preciso de um piropo!

Foi aqui há uns tempos (opa desculpem, mas não me apetece ir ver a data e dar uma de intelectual) que o piropo foi criminalizado. Diz a definição que um piropo é uma forma de lisonjeio, uma maneira de dizer a alguém que gosta do físico de outra pessoa. É um boost na auto-estima.

 

 

Baseando-se nesta definição e vendo que a mesma foi distorcida e confundida com o "assédio" (uhhh isto soa a grave), veio o tuga todo revoltado dizer "Opa, flores de estufa do ca****, agora já nem se pode elogiar ninguém, f***-se!", e desculpem, mas eu tenho que lhes dar razão. 

 

Andamos a tentar reconstruir uma sociedade desprovida de auto-confiança. São cada vez mais as árvores abatidas para livros de auto-ajuda que tentam ensinar a auto-aceitação, a melhoria da auto-estima e essas tretas todas que o Gustavo Santos percebe bem. Andamos a destruir o ambiente para essas merdas. Andamos a subir egos a "profissionais", tipo astrólogos, helenas e tudo mais, que heroicamente tornam a vida de pessoas fragmentadas mais sustentável. E quando o trolha, interrompe a montagem do passeio e tenta contribuir para o desenvolvimento da sociedade pumba! É logo um "tá calado que isso é crime, oh porco!", "Chamem a polícia, algemem-no!" Acho mal.

 

Não pode ser. Mas dizer "Bom dia, minha senhora, está muito bem vestida hoje" ou então um "Oh dona Maria, as aulas de hidroginástica estão a surtir efeito!" faz algum mal a alguém? Agora não podemos elogiar? E antes que venham com as tretas de que esta lei só se aplica a adolescentes e crianças: eu já sei disso. Mas eu não imagino como é que um elogio as pode perturbar. "Quem é a menina mais linda da cidade, quem é?", "Oh Joana, estás grande pá, sim senhor!". Digam-me, onde está o crime. Aliás, pelo o que sei, a auto-estima tem que se construir desde cedo. 

 

"Epa olha, tens razão. Realmente estás muito consciente do meio que te rodeia. Estamos a viver cada vez mais num mundo de ofendidos. Qualquer dia temos todos que ir à missa, pá. A culpa disto tudo é das feministas" said no one ever

Ora, ainda bem que me interromperam. Essas estéricas peludas é que têm a culpa disto tudo. Hoje em dia, ser feminista, é como que pertencer a um gang, só que em vez de matarem ou assaltarem pessoas, matam e assaltam as liberdades pessoais dos homens. Que chatice. Ser homem está cada vez mais dificil com estas gajas pá. Como se não bastasse ter uma em casa, agora vem a espécie toda junta chatear. As coisas já não são como antigamente, perdeu-se o respeito, a noção, os bons valores e, acima de tudo, as boas cozinheiras. A caminhar assim, qualquer dia acabam também com as touradas. Insano.

 

 

O radicalismo destes seres levou a que distorcessem uma das coisas mais belas e culturalmente aceites em Portugal: o elogio artístico. Tal como tocar na rua, o piropo é uma forma de expressão individual pela boa aparência da mamalhuda que está mesmo a pedi-las, ou da porca que está de calções em pleno inverno. Tenho pena que haja quem não compreenda. A falta de sentido de humor, a falta de capacidade de interpretação das palavras dos homens leva a  uma maior limitação das liberdades individuais dos mesmos, como a LIBERDADE DE EXPRESSÃO, ainda que estas prejudiquem o próximo. É uma facada na cultura portuguesa. 

 

 

Temos que admitir que as consequências são dramáticas.

Vamos todas ter saudades de um "FOD**-TE TODA", enquanto estamos sozinhas à espera do autocarro. Por causa de mulheres que se dão ao trabalho de lutar pelos meus direitos, já não vou sentir aquele arrepiozinho ou a adrenalina de me ver sozinha com alguém que eu não conheço de lado nenhum e que me está a elogiar de uma forma bonita e, acima de tudo, honesta. Honestidade é uma boa caracteristica dos piropos. Depois não se queixem que as pessoas são falsas.

Provavelmente vão também ser menores as vezes em que vou sair de casa um pouco insegura com o tamanho das minhas coxas, a pensar que devia começar a fazer dieta, e de repente aparecer um herói com o dobro da minha idade e dizer "és toda boa" ou "Comia-te toda". Às vezes precisamos mesmo de elogios destes na nossa vida. Só não sabe quem não passa por elas. Queixam-se, queixam-se, mas no fundo todas gostam e , acima de tudo, precisam!

 

Já me questionei muitas vezes de onde surgiu esta proposta parva e acho que estou a finalmente a perceber: Esta ideia descabida aparaceu porque as feministas são preguiçosas e desleixadas, e não aceitam que as outras mulheres consigam lidar bem com a pressão da sociedade e percam horas a fazer os impossíveis para parecerem atraentes. Lá porque vocês são fracas e querem facilitismos, não quer dizer que as outras concordem, ok? E a partir do momento em que deixaram de fazer a depilação, por exemplo, sentiram que o número de elogios começou a diminuir. Com inveja, porque uma feminista é, acima de tudo, uma mulher, decidiram que se elas não são elogiadas nenhuma outra deve ser! As mulheres são bichos muito complicados e eu já as conheço bem. 

 

Portanto, assim se chegou a um ponto sem retrocesso na sociedade portuguesa. É o que dá deixar que as mulheres saiam da cozinha. Tudo se quer no seu lugar.

Assim, temos uma lei que se diz "para todos", uma lei que pretende o progresso da mentalidade das pessoas, uma lei que se diz protetora dos mais fracos, mas uma lei que não pensa na liberdade de expressão do tuga rebarbado, que acha que pode expressar o seu sentimento de superioridade abrindo a boca para dizer merda. Isto é uma lei discriminatória, já pensaram nisso? 

 

 

Nem eu, o meu problema é estar aqui a remoer-me por ter engordado e a culpar-me por não me ter inscrito no ginásio antes de chegar o verão. Preciso que alguém me diga de uma forma honesta que estou bem como estou.

20.Jul.18

O melhor e o pior dos Gelados

Dizem uns gajos muita engraçados "Protuberâncias soberbas, doces complexidades, vós agradáis sem reservas a todas as idades. Desde o bebé ao avô, todos lhes deitam as mãos. Para efeitos de erotismo ou de própria nutrição." Estou a falar de quê? De gelados, isso mesmo... tenho a certeza que nem pensaram em mais nada. Os autores estavam, concerteza, a falar de outra coisa. Há gostos para tudo, não é?

 

E o que dizer sobre eles? Todos gostam (acho eu), todos são bons, mas quase todos já nos desiludiram alguma vez na vida. Sabem aquela pessoa com um bom físico, bonita e simpática, mas que depois de a conhecermos melhor se revela uma merda? Os gelados é tipo isso, tirando que nunca descem a níveis tão baixos. De alguma forma compensam um bocadinho.

 

E neste post é disso mesmo que vou falar... sobre as desiluções que alguns gelados já nos provocaram em algum momento das nossas vidas:

 

 

Magnum: Bem, vou começar pelo o mais óbvio. Aqueles reclames em que metem miúdas giras, com dentes perfeitos a trincar levemente e com sensualidade um gelado de forma a que o mesmo se parta de uma forma apetitosamente crocante são nojentos. Desculpem, mas são. Além de não ser assim tão simples trincar um gelado sem sofrer dores do parto e sem que alguma parte do mesmo se derrame naquela blusa branca de verão, eu não ouço qualquer som durante o processo e a camada de chocolate de revestimento não é assim tão grossa. Mas pronto, também já estou a exigir demais. No entanto, a pior desilusão de todas deste gelado é o tamanho gigantesco que tem nos cartazes e que em nada faz prever o tamanho real. Eu juro, que na minha inocência, já pensei que se tinham enganado ao darem-me a versão mini... só percebi que não quando não verifiquei a mesma redução no preço.

 

 

Cornetos: Estes sempre foram os meus gelados favoritos. Não sujam, são relativamente grandes e facéis de manusear. Só vantagens. No entanto, segundo as lendas, há uma pequena extensão de chocolate no fundo. Tipo atlantida do mundo dos gelados. Na minha infância eram frequentes... desde algum tempo que busco para as voltar a encontrar.

 

 

EPA: epá desculpem, mas eu nunca percebi a graça destes gelados. Desde cedo que me senti excluída porque as crianças da minha idade adoravam esse gelado da treta. Por causa de quê? Daquelas amostras de pastilhas ou lá o que eram aquelas caganitas no fundo? Há pessoas muito simples, confesso. Ou então muito persistentes, porque sujeitar-se ao sacrifício de comer uma nhanha branca que não sabe a nada por um objetivo daqueles não é para todos. Assim chegam longe. Devem ser as mesmas pessoas que se matam a estudar num curso que não gostam para um dia terem um emprego da treta (ou nem terem).

 

 

Mini milk: Falar do "Epa" lembrou-me que há outro gelado que sempre achei estupidamente simples e sem sal. Esse gelado é o miniMilk. A sério, nem uma micrograma de chocolate? Uma amostra de pastilha? Um jogo de palavras cruzadas no plástico? Nada? No entanto suficiente para aliciar muitos dos mais novos. De génio.

 

 

Calipos: Apesar de hoje em dia saber que estes gelados não passam de água congelada tingida com corantes, edulcorantes e outras merdas, sempre achei graça aos gelados de gelo. A forma do gelado não é a melhor, quando começas a perder a inocência. Mas esquecendo isso, estes gelados tinham a sua piada, tirando aquela parte do fim em que cagavas a roupa toda a tentar beber aquele restinho que ficava líquido. Esta era a melhor e a pior parte. 

 

 

Perna de pau: ótimo gelado. Tinha tudo para ser perfeito. Não fosse ter uma película de chocolate, em vez de uma camada. Mas pronto, mais uma vez isto sou eu a exigir demais. Não deixava de ser um dos meus preferidos por isso.

 

 

Super maxi: Mais um gelado que eu não entendia o porquê de existir. Quem é que escolhe este quando há todo um perna-de-pau mais complexo? Com barras de uma nhanha qualquer de morango que era só a melhor cena de sempre? Mais uma vez, há pessoas muito simples.

 

 

Magnum sandwich: Bem, este é aquele gelado que só comecei a apreciar quando adquiri alguma maturidade. Até lá, enquanto criança, o facto de ter que agarrar diretamente naquela bolacha mole ou no plástico para não sujar as mãos não era muito aliciante. E essa é única desvantagem que consigo apontar.

 

 

FEAST: Este nunca desiludiu. Aquele puro prazer de 80 cêntimos, aquela barra de chocolate no meio que nos levava a fazer o sacrifício de comer todo o revestimento primeiro e guardar todo o prazer para o fim. O ser humano é assim... anda uma vida inteira a trabalhar, para gozar tudo por último. Já repararam? Desculpem, já estou a vaguear. Mas a única desilusão deste gelado foi já ter acabado. A única. O mundo está cada vez pior.... não era necessário.

 

 

E de momento, não me estou a lembrar de mais gelados característicos da minha infância. Se existir algum que não mencionei e que fez parte da vossa, sintam-se livres de apontar!

 

20.Jul.18

Mulher ao volante, drama constante

Hoje decidi que não ia a pé para o estágio. Recusei-me a subir aquelas monumentais. Portanto, levantei-me mais cedo para garantir que não ia andar uma hora em stress à procura de estacionamento. 

Não me considero uma má condutora. De todo. Sei estacionar de todas as maneiras, o que é algo raro para 70% da população de Coimbra. Deve ter sido por ter tirado a carta noutra cidade. No entanto, ia distraída, não mudei para a 1ª antes de uma pequena subida com a confiança de que o balanço do carro era suficiente. Não resultou. Quem nunca teve preguiça de reduzir que atire a primeira pedra. Mas pronto, é só dar à chave e prosseguir a marcha. 

 

 

 

Seria, em teoria. No entanto uma SENHORA no seu BMW decidiu que tinha que apitar cinco vezes para me castigar. CINCO VEZES para que eu percebesse que não devia ter deixado o carro ir abaixo. CINCO vezes enquanto levantava as asas foram o click que eu precisava para perceber que não devo deixar o carro ir abaixo. Não tinha percebido antes. Passei-me, irritei-me, mas continuei. Mais à frente vejo um estacionamento. Faço pisca e tento realizar a manobra. No entanto, a AVE RARA aparece e faz o quê?! Isso mesmo, apita. Porque a Dr estava cheia de pressa. Para levantar o cu gordo da cama não teve.

 

A violência não é solução... na maior parte das vezes. Porque um par de estalos bem dado ou uma cabeçada no céu da boca se calhar evitava uma próxima. É uma responsabilidade social prezar pelo bem da sociedade. Portanto, pegar no cabelo da criatura e bater-lhe com a cabeça no volante era um mecanismo preventor de novas ocorrências. Não o fiz, claro. Limitei-me a abrir o vidro e o resto deixo à vossa imaginação.

 

Com isto tudo concluo algo que já tinha percebido há algum tempo: as mulheres na estrada são fodidas. Aposto que a senhora doutora nem sabe estacionar em paralelo, mas como meter a mão na buzina e azucrinar o próximo não requer grande destreza ela fá-lo como ninguém.

Isto leva-me a pensar que as cartas de condução deviam ser dadas a pessoal com inteligência... ou pelo menos com noção.

Mas no próximo post falo disso... agora vou trabalhar porque o país precisa (conversa de estagiário que se acha já um membro da sociedade, mas nem impostos paga)

19.Jul.18

Sobre os perdidos da baixa

Questiono-me, muitas vezes, sobre quem são, ou melhor, quem foram e de onde vieram todas aquelas pessoas que deambulam nas ruas sem nada definido. E não, não me refiro à população normal que anda como se estivesse formatada, isso seria demasiado profundo para integrar um post meu. Refiro-me aquele pessoal que, a partir das 19h integra a baixa de Coimbra ou anda pelas esplanadas a cravar cigarros, moedas de 20 cent, ou então a cravar 30 seg de atenção às suas filosofias de vida:

 

"Vocês acham que sabem tudo, mas não sabem nada."  Senhor perdido na esplanada do cartola,  2018

 

 

"Vocês precisam de sair para ver o mundo, têm que se abrir, saiam daqui" Pret... senhor negro perdido na praça, 2018

 

 

"Sou uma nuvem passageira que com o tempo se vai, um cristal bonito que se quebra quando cai" JP, 2017

 

 

"Fui comprar talhas porque assim, quando vejo cigarros no chão, enrolo-os e fumo-os... o que recebo não chega para tudo" senhora arrumadora de carros na Gulbenkian, 2018

 

 

Para quem gosta de poetas e trovadores Coimbra é a cidade. Dêem um passeio (acompanhados) pela baixa ao anoitecer e verão a quantidade de artistas vividos por lá prostrados. Verdadeiros génios, diria eu! Um senhor que por lá anda, em particular, fala com as pessoas a declamar, a rimar, a dizer coisas bonitas e sem sentido. Um bêbedo perdido, mas um bêbedo impressionante. Se deram um passeio pelos os bares da alta também obervam grandes artistas... mas esses só calados é que eram poetas. 

 

Alguém muito famoso que eu não sei quem é, já deve ter dito que o mundo pertence aos loucos. Eu acrescento: e aos que gostam de os ouvir. Eu integro-me nesse grupo. Admito que por vezes apetece-me dizer "Ai é? conte-me mais. Qual é o sentido da vida?". No entanto, nunca o faço porque na maior parte das vezes as pessoas estão demasiado perturbadas ou drogadas para entenderem sequer a minha pergunta. Ou então porque tenho medo de ficar sem a carteira ou ainda porque não tenho interesse em comprar haxixe. Mas tenho curiosidade em saber o que pensa alguém que parece não pensar em nada. Anda à deriva, como que perdido, mas ao mesmo tempo seguro de si. São enxutados, enxovalhados, mas tão-se bem a cagar. Não será essa a forma correta de viver? 

 

 

 

É curioso que os achemos perdidos, quando na verdade, eles parecem saber bem o que querem e o que importa... que é nada. Na altura só interessam aqueles 20 cent (já agora, alguém que me explique porquê deste valor, já que aqui os matrecos custam 50) e o amanhã logo se vê.

 

Não sabem a quantidade de gente que eu conheço que parece bem encaminhada a estudar um bom curso, a ter oportunidade de um futuro melhor, com uma situação familiar estável, mas que anda completamente perdida na vida. E é com esses que, por vezes, observo os perdidos sociais e deteto as semelhanças connosco, jovens do qual se espera que correspondam a expectativas criadas por todos, menos por eles próprios. Isto foi deep.

 

Portanto eu questiono-me: será que algum deste pessoal estava também bem encaminhado na vida e fritou a pipoca com a pressão? É que juro, quando estamos em época de exames, com poucas horas de sono e quilos de pressão em cima, aquele tipo de vida é aliciante... a liberdade, o não ter nada para se preocupar nem fazer. E é assustador sair à noite e ver aquele amigo/a, cuja vida não anda a correr muito bem, a encharcar a vela em álcool e debitar filosofias baratas, e notar semelhanças com o cinquentão a falar sozinho na rua e a fumar beatas do chão. Há muito talento perdido na noite, eu garanto...

17.Jul.18

Coimbrenses, sempre uns amores para os jovens

Qualquer português sabe localizar Coimbra no mapa (o pessoal da casa dos segredos não conta) e conhece a mesma como a "cidade dos estudantes", no entanto, eu sinto-me na obrigação de vos contar um segredo que aposto que vocês não sabem...

 

Os Coimbrenses odeiam-nos. A sério, odeiam mesmo, têm um desejo nada oculto em acabar connosco. E eu nem percebo porquê...

 

Nos tempos em que eu tinha que apanhar um autocarro até à estação, era o prato do dia (da sexta-feira caótica) levar com a revolta dos coimbrenses porque, (preparem-se!): as malas não deveriam ser permitidas em autocarros. A ideia, que a meu ver tem potencial, era que as malas fossem telecomandadas até à estação, ou então que os estudantes conseguissem agarrar nas mesmas através dos vidros... as malas vêm equipadas com rodinhas por alguma razão, não é? Assim já haveria espaço para os senhores doutores passarem sem terem que pedir "com licença" que, como explicarei, é um desafio. Estas e outras ideias eram energeticamente discutidas em plena viagem, e por vezes surgiam pontapés, concerteza para testarem outras teorias, como a desintegração da mala de viagem ou uma merda assim. 

 

Por falar em pedir licença, é uma coisa que os coimbrences não suportam fazer a estudantes. E eu percebo, eles que estudem na terra deles! Eu se queria ser tratada com respeito deveria ter escolhido um curso qualquer na minha terra. No entanto, quis armar-me em chique, abandonar a minha família, ir viver sozinha para um local que não conhecia, gastar rios de dinheiro e isto tudo para quê? Só pelo gosto de invadir a terra dos outros, claro! Agora olha, é comer e calar.

 

Já me aconteceu estar a tirar um bilhete de autocarro e sentir um e depois outro empurrão. Quando olhei para trás era um senhor que queria passar, mas que não tinha proferido uma única palavra. Nem deveria ser preciso. Sem ter percebido a intenção, perguntei-lhe se precisava de alguma coisa. Bem, o que se seguiu foi uma onda de insultos porque eu era mal educada por estar à frente do sr dr. Por acaso, não me calei, porque o mal educado tinha sido ele ao insultar-me. Quando lhe disse esta frase quase que me bateu. Quando digo quase foi do género levantar-se do banco onde já estava sentado e olhar-me nos olhos proferindo uma ameaça qualquer que acabou com um "ouviu, sua parva?". Isto tudo, sabem porquê? Estava de traje e isso denunciava as minhas claras intenções de destruir a cidade.

 

No entanto, estou para aqui a falar mas até são boas pessoas. Eles rezam à Santa padroeira (que eu não me estou a lembrar do nome agora... por acaso até estou, mas quero irritar o coimbrense que ler isto) para que a gente passe a tudo. No entanto, não é por nos quererem bem, mas sim para terem os meses de verão livres da escória da cidade. Mas eu não me chateio com essa... que continuem as orações e que bem que fazem! Já agora, rezem pelo pessoal de direito que bem precisam.

 

E agora vocês fazem a pergunta chata que eu não quero responder: "Porque é que vos odeiam?"

Bem, primeiramente devo dizer que o ódio não leva a lado nenhum. Vá lá pessoal, todos cometemos erros, não vale a pena estarmos a discu... ok eu digo.

 

Opa, o drama acontece porque o pessoal não se sabe divertir. Por pessoal refiro-me a quem tem que se levantar cedo para trabalhar, claro. Abstrairem-se dos gritos na rua ou da música alta dos bares até às 4:00h custa assim tanto? Querem é implicar. É preciso dormir 8hrs? Poupem-me, se faz favor. Já tiveram a nossa idade, não é? 

Outra coisa que dizem ser vergonhosa e que pode levar a alguns aborrecimentos é a Queima das Fitas... pelos vistos não é bonito fazer xixi em tudo o que é canto... Sobre isso eu concordo e apresento uma sugestão: Em vez de unirem esforços para tentarem resolver o draminha das malas, tentem resolver este. A sério, tentem mesmo e depressa, porque andar a rasca à procura do melhor canto é uma chatice. E não há necessidade de batizar a capa 2x.

 

Por último, queria frizar que claramente estou a generalizar e que o pessoal de Coimbra até é fixe... às vezes vá. Eu até já ouvi uma senhora admitir que até têm saudades nossas porque, palavras dela, "não se passa nada sem vocês".

E não se passa nada nas nossas terras também. Falta um ano para me pôr a andar daqui e sei que vou ter saudades até dos piores momentos. 

Não vou nada, estava a gozar... 

 

 

 

 

16.Jul.18

Parem de julgar os ciganos

 Atenção: este post contém alto teor de generalização que pode ofender os leitores/as mais sensíveis.

 

Já todos estamos familiarizados com os episódios, geralmente violentos, que envolvem indivíduos de etnia cigana (não disse ciganos, pois não? então os policamente corretos que acalmem a xana) em Coimbra.

No entanto, são poucos os que tentam perceber o que leva à ocorrência desses episódios e, a onda de xenofobia que se vive em pleno século XXI, leva a que essas pessoas sejam, de imediato, julgadas em praça pública, já que nos tribunais nem lá põem os pés.

 

Como pessoa obervadora que vive há 4 anos em Coimbra, tenho feito ao longo dos mesmos uma análise detalhada a esse pessoal que insiste em acampar ao lado de hospitais, obriga miúdos a pedir por eles e não espera 1 minuto em filas de 2 pessoas. Como podem constatar, só tenho coisas boas a apontar.

 

Foi no final do ano passado que, também em Coimbra, 2 irmãos, decidiram agredir um rapaz por uma confusão qualquer numa fila do mac. Esses rapazes tinham já cadastro, o que levou as pessoas a julgar de imediato os coitados. Quer dizer, uma pessoa não pode ter cometido erros no passado que é logo levada a mal... e o rapaz só levou cerca de 20 pontos na cara, não foi assim tão grave. Depois querem que as pessoas se integrem... 

 

Sempre ouvi dizer que para ganhares benefícios numa sociedade, tens que contribuir para o bem da mesma... normalmente sob a forma de trabalho. Portanto, se estas pessoas recebem subsídios, concerteza contribuem para algo na nossa sociedade. Nem que seja estando quietas e simplesmente não fazendo merda. No entanto, estes 2 irmãos foram mais além. É graças a eles que as filas do mac andam mais depressa. Deviam fazer o mesmo no mac da Fernão... já estive 1hra no drive à espera de um gelado e ninguém fez nada! Assim o país não anda para a frente!

 

Foi seguindo esta lógica que a justiça nunca lhes tocou. Qual medo, qual quê, vocês têm é que ter uma visão mais ampla das coisas e ver as intenções por de trás dos atos. 

Mais recentemente (ontem acho eu) surgiu a notícia de um casal que foi violentamente agredido, mais uma vez, por pessoas de atnia cigana. Um dos rapazes ficou com a sola marcada na testa, tipo as vaquinhas, e outro teve o crânio arejado por um alicate.

 

 

"Ah, mas calma, eram homossexuais? Se tivessem comportamentos normais nada disto tinha acontecido!" diz o tuga na caixa de comentários da notícia.

Exatamente! Mais uma vez, foram atos com um propósito benéfico para a sociedade, neste caso em concreto, para acabar com a praga mais recente dos afetos entre pessoas do mesmo sexo (ver post anterior).

Segundo a notícia, ainda os chamaram de pedófilos. Como vêm, estas pessoas só prezam pelo bem do próximo, neste caso das crianças, que só devem ter relações no seio do matrimónio e com um adulto responsável.

 

Portanto, toda esta conversa serviu para comprovar o papel dos subsidiodependentes na nossa sociedade, principalmente em Coimbra, cujas ações têm sido comprovadamente vantajosas para a manutenção da segurança e normalidade da nossa cidade. Espero que tenham ficado convencidos, não como eu, porque ainda não estou.

 

Relembro que tenho a plena noção de que estou a generalizar. Espero não levar nas ventas por isso... às vezes era mesmo o que merecia, mas deixem lá. 

 

 

 

14.Jul.18

Ter um filho gay é falta de porrada

Estamos todos conscientes de que a homossexualidade é um problema crescente na nossa sociedade, certo? Socialistas vão dizer que a homossexualidade sempre existiu, até na Grécia antiga, e que as pessoas simplesmente não se revelavam ou viviam vidas inteiras reprimidas de forma a encaixarem nos padrões da sociedade. E faz sentido. O que me leva a concluir que ter um filho gay é falta de porrada em casa (obrigada bolsonaro).

 

 

 

Calma: não estou a dizer que levar porrada faz um menino gostar de meninas ou o contrário. Nada disso. Mas é facto que faz com que o menino que gosta de meninos tenha medo de o admitir e finja que gosta de meninas. Isto além de diminuir a % de homossexuais faz outra coisa extraordinária: aumenta a percentagem de homofóbicos, que são pessoas que sentem a responsabilidade de guiar a vida nos outros para o melhor caminho, que é o caminho que elas foram obrigadas a escolher, claro.

 

"Então estás a dizer que aqueles típicos machões que dizem ter nojo de rabichos ou aqueles que citam frases da Bíblia online para provar que o que os outros fazem com o cu deles está errado, são na verdade homossexuais reprimidos?" Exatamente. A origem da necessidade de ser fiscal do cu dos outros é porque alguém fiscalizou o cu deles mesmos. O que não tem nada de errado. É só para o bem da sociedade, claro. Eles não querem ir para o céu sozinhos. Tão boas pessoas que são.

 

 

"Ah mas pode não ser isso, as pessoas muito religiosas podem achar que é errado porque é que o está na Bíblia" Deixem-me dizer-vos uma coisa. Como pessoa que cresceu num meio muito religioso e teve uma educação cristã, há muitas coisas que eu sei sobre 90% dos católicos: só o são ao Domingo, na hora da missa e quando têm que bater a mão no peito ou tomar a óstia à frente da comunidade. Além disso, nunca leram a bíblia.

 

Isto leva a que, quando alguém diz que ser gay é errado porque está na Bíblia, se esqueça que fazer sexo antes do casamento também o é, assim como fazer a barba, tatuagens, comer carne de porco... Já me aconteceu confrontar um homofóbico com essa da carne de porco e ele chamar-me ignorante porque isso era só no islamismo. Se me dissesse que no novo testamento Jesus o permite... mas simplesmente não sabia e estava ali a dar uma de santo. Uma característica desses seres é que não percebem a sua própria ignorância... o mundo é que está errado, não eles.  

Mas atenção, não estou a dizer que a religião é má. Não é preciso cair na moda de dizer "sou ateu" para aceitar o próximo, o que aliás, é um dos mandamentos. 

 

"E o que é que uma criança vai dizer se vir dois homens a beijarem-se?" Este argumento leva-me a comentar outra caracteristica positiva dos homofóbicos: são muito preocupados com as crianças. Além de quererem que toda a gente vá para o céu, sentem-se na obrigação de proteger a infância dos miúdos que podem ficar chocadíssimos e traumatizados e correm até o risco de imitarem o comportamento errado e irem para o Inferno. 

 

No entanto, deixem-me dizer-vos que as crianças são muito mais mente aberta que os adultos e aceitam aquilo que a educação que tiverem em casa os leve a aceitar. Além disso, há muitos padres que só revelam o seus segredos mais obscuros aos mais pequenos. 

 

Outra coisa que é curiosa é que a homossexualidade nos homens é mais condenável do que a homossexualidade nas mulheres. Tenho que admitir que deve ser das poucas coisas em que compensa ser mulher no mundo. Mas se assim é, é porque deve estar na Bíblia que ainda não li, mas que vou lendo online através das passagens que convêm para o momento, tal como todas as pessoas que usam a Bíblia para argumentar.

 

Portanto, para todos os "fiscáis de cu" que lerem este post: admitam que a sociedade está perdida e deixem-se ir para o céu sozinhos. Já agora, parem lá dizer que o que os rabichos fazem é nojento e errado quando todos nós sabemos que no fundo era o que vocês gostariam de estar a fazer, se não estivessem preocupados a viver uma vida de fachada, a comerem o que não gostam.

 

Para a população em geral, percebam que estava a ser irónica na parte de dar porrada em casa. A violência só resulta na estrada (post anterior). Pousem lá o cinto, se faz favor.

 

 

 

 

 

13.Jul.18

Parvos na estrada

Tirar a carta não é a coisa mais fácil do mundo. Mas também não é algo que requeira um QI 180... e está mal. Se de cada vez que um indivíduo que quisesse tirar a carta fosse sujeito a um testezinho desses evitava-se muita confusão e estupidez na estrada. 

 

 

Como sou uma pessoa obervadora e já tirei a carta há alguns anos, tenho prazer em avaliar e classificar os condutores portugueses. Dados não faltam para tirar conclusões.

Por exemplo, o tipo de parvoíce na estrada varia consoante a região. É tipo o sotaque de um país. Conduzir em Viseu até é tranquilo, desde que as pessoas saibam fazer rotundas. Estraguei tudo. Mas pronto, o pessoal até é mais ou menos tolerante. No entanto, se formos para Coimbra a coisa já muda de figura: algo que se nota desde logo é a quantidade de buzinadelas por unidade de tempo, por tudo e alguma coisa.

 

É precisamente em Coimbra que guardo as melhores histórias. Já me aconteceu estar a fazer uma rotunda pequena e um "dr. qualquer coisa" não me ter visto e quase me ter batido. Não aconteceu, mas o sr achou por bem perseguir-me a fazer sinal de luzes. Abrando para ver o que se passa, pelo que se segue um “Oh sua p***, sua vaca de merda, sua cabra, liga os faróis!” Era aquela hora do dia em que ainda não está escuro o suficiente para ligar faróis para uns, mas que é a razão para outros quase terem feito merda. Claro, tão fácil. Não fosse ele um doutor conceituado. Os doutores não são distraídos e, muitos deles, educados.

 

Ter amor ao carro também não é para quem o estaciona nas ruas de Coimbra. Desde espelhos partidos por bêbedos nas ruas ou sóbrios na estrada, até aos constantes “toques” que se observam no ato de estacionar. Foi precisamente ontem que observei 2, um deles no meu carro. Mas nem me chateei. Para quê? Já me partiram um farol uma vez e fugiram, não é um risco na matrícula que me vai fazer impressão. No entanto, a “segunda beijoca” que observei não foi tão pacífica. Guardo para um outro Post.

 

Também já me apercebi que os comportamentos variam dependendo da marca da viatura. BMWs, mercedes, audis não se vêem na faixa da direita. Essa é para os lentos. Também são aqueles que gostam de estar a 1 metro do carro da frente a velocidades na ordem dos 100 km/h. Devem acreditar que se pressionarem a massa de ar entre as viaturas conseguem “empurrar” a lesminha da frente. E conseguem, se a pessoa for coninhas. Outra coisa que eu sei sobre esses carros é que têm uma buzina muito sensível. 

 

Portanto fazer estradas que exijam velocidade e que unam estas duas regiões pode ser desafiante, principalmente se for numa zona da IP3 com apenas uma faixa e se se estiver num mood de cumprir os limites ou andar apenas 10km/h acima dos mesmos. Lá vem o BMW cheio de pressa fazer sinal de luzes. Não resulta, até porque o espelho dá para levantar e o carro de trás desaparecer do campo de visão.

Conselho: já que têm um maquinão, experimentem abrir as asas e passar por cima. Que tal? Poupam o vosso tempo e a paciência do pessoal. 

 

Por fim, resta-me dizer que admito que também eu tenho a minha dose de parvoíce. Apesar de não ter um carro de gama alta, tenho uma edição especial em que, por vezes, os piscas não funcionam quando mudo de via. Ando a tentar trabalhar nisso, perdoem-me.

 

11.Jul.18

Tipos de pessoas em avaliações

Já vos aconteceu acabarem em tempo recorde um exame porque sabiam tudo? Pois, nem a mim. No entanto, de todas aquelas vezes em que fico a olhar para o lado por não saber mais e o que saber não ser suficiente, gosto de reparar na variedade de pessoas e nos seus comportamentos. 

 

Toda a gente sabe que o único material necessário para a realização de uma prova teórica é uma caneta. Vá, para os mais ansiosos aceitam-se duas, não vá a primeira fazer uma birra e não escrever. Portanto, se há pessoas que me metem um bocado de impressão são aquelas que levam o estojo para o exame... ou melhor, o seu conteúdo, porque estojos (ou porta-lápis para outros) não são permitidos. É canetas, é borrachas, é lápis, é corretor, post-its... ok, já estou a  exagerar.

 

Mas o mais impressionante é ver que há mesmo pessoal que faz primeiro o exame todo a lápis e depois passa a caneta. Não vá o professor de anatomia dar uma nota mais baixa pela má apresentação ou por aquela bola na opção (A) toda disforme. Depois é vê-los 5 min antes do fim, todos vermelhões a apagar que nem os perdidos e a abanar o auditório com tamanha determinação, porque temem não ter tempo de passar tudo e o professor cagar nas respostas a lápis. E tinha lógica. Uma pessoa que não percebe que quem está a corrigir 200 exames de escolha múltipla se está bem a cagar para se as coisas estão riscadas ou não, se calhar não tem competências para passar para a próxima fase. 

 

Outra coisa que eu reparo, mas não julgo, é no desespero (por vezes próprio). Eles olham para a direita, eles olham para a esquerda, eles levantam ligeiramente o cóxis, eles tentam sacar os auxiliares... Eles tentam tudo, mas não levam nada. Estou a brincar, na maioria das vezes até resulta e muitas vezes é mesmo a única maneira. 

 

Todas estas operações de risco vão depender de quem estiver a controlar:

Desde o professor muito ocupado a corrigir exames e portanto sem grande atenção, passando pelo regente que exige 3 pessoas na sala a vigiar, até ao professor exaltado e que relembra 5x que não é permitido falar com o companheiro do lado. Não vá alguém comentar o tempo e alegar que desconhecia a regra. No entanto, todos eles têm algo em comum: a paranoia dos telemóveis. "Já sabem que não é permitido telemóveis!", "quem tiver telemóveis não os pode ter consigo!", "se apanharmos um telemóvel, mesmo que desligado, têm o exame anulado!", epa ya, já percebemos. Mas aqui para nós, quem leva sabe bem a regra e tem um propósito. Não é por escreverem no quadro ou sublinharem a frase no cabeçalho do exame que vão dissuadir alguém que, provavelmente, já está por tudo e qualquer coisa. 

 

Quanto a mim, à excepção de levar o kit do continente para o exame,se calhar já me revi em alguns dos comportamentos citados. Mais vezes não foram porque tenho um bocado a mania da perseguição. O professor podia até estar nos lavabos que eu iria achar que, de alguma forma, estaria a dar cana. Estudasses...

 

 

 

 

 

 

11.Jul.18

Não posso ir à praia... que chatice

Há dois tipos de pessoas no mundo: as que gostam de ir à praia e as que adoram. Eu, como membro mal integrado na sociedade, não me encaixo em nenhum dos tipos. Portanto, todos os verões, lido com o desafio de inventar as desculpas mais criativas e ao mesmo tempo convincentes, para recusar tais serões.

Em momentos de menor paciência ou criatividade, caio no erro de admitir que não gosto de ir à praia e aí surge um "como assim não gostas de praia?!", levando-me a sentir a pessoa mais atípica deste mundo. Como se não bastasse, isto leva a que tenha mesmo que explicar o motivo... que são vários:

 

Areia. Não há praias sem ela, pelo menos que eu conheça. E é uma chatice ter como objetivo manter a toalha isenta de algo que voa constantemente para lá, quer pela ação da natureza que normalmente se vira contra os mais fracos (seleção natural), ou simplesmente pela ação das crianças que teimam em correr a milimetros das toalhas de quem está a tentar ignorar a vida. Conselho para os pais: levem os miúdos à água quando eles quiserem e deixem-nos lá até quererem sair (que é nunca).

 

Bolas. É muito giro jogar coisas que as envolvam... raquetes, voleibol, futebol, o que seja. No entanto é uma merda estar a tentar desligar do mundo, mas ouvir o típico barulho das raquetes ou dos chutos na bola e esperar não fazer parte da trajetória. As crianças não melhoram a cena aqui, mais uma vez. O único som relacionado com o ponto e que me apraz ouvir na praia é a sineta seguida de "OLHA A BOLA DE BERLIM". Deliro. 

 

Escaldões: Bem, este é fácil de explicar. Que eu não consigo produzir melanina como uma pessoa normal e bronzear? Já aceitei... Mas ter que ficar com um escadão só porque decidi sair dos meus aposentos e ir molhar o pezinho não dá para lidar. É mesmo a natureza a insistir que aquele não é o meu meio. E eu já percebi, só falta a sociedade chegar lá.

 

Vento: Adormecer profundamente e acordar sem nada ao nosso redor é assustador. Comer um gelado nestas situações também é desafiante. Conselho: levem uma picareta na mala de forma a prenderem bem o guarda-sol.

 

Protetor-solar: Os tições não compreendem, mas há mesmo quem tenha que usar o protetor 50+ e estar constantemente a renovar as camadas. Ficar em modo "panadinho" também não é uma escolha, mas o pessoal aprende a lidar, ou faz como eu e evita.

 

Última razão e mais estupida: o summer project que nunca acontece. Pois é, quem nunca se deixou andar o inverno todo e a guardar a dieta e o ginásio para o dia seguinte que atire a primeira pedra... 

 

 

 

Pág. 1/2